Dados, estratégia e experiência mostram por que a mídia off está longe de ser ultrapassada e como ela segue impulsionando marcas quando integrada ao digital.

Durante anos, a mídia offline foi dada como “superada”. Com a ascensão do digital, muitos anunciantes passaram a acreditar que investir fora das telas era desperdício de verba. Mas, na prática, os números mostram exatamente o contrário: a mídia off segue relevante, eficiente e altamente estratégica quando bem aplicada.
Na Dona Jurema, essa não é uma discussão teórica. É algo que vemos acontecer nas campanhas, nos resultados e na percepção de marca dos clientes.
“Existe uma ideia equivocada de que a mídia offline não performa porque não tem métricas tão imediatas quanto o digital. Mas performance não é só clique. É lembrança, é presença, é construção”, observa Andressa Marques, Diretora de CS da Dona Jurema.
Offline ainda alcança onde o digital não chega
Mesmo com a hiperconectividade, a mídia offline continua extremamente presente no cotidiano dos brasileiros e os números comprovam. Por exemplo, a mídia Out of Home (OOH), como outdoors, painéis e mobiliário urbano, atinge cerca de 89% da população brasileira, alcançando grandes centros e também praças regionais.
Além disso, a televisão linear (TV aberta) segue sendo um dos meios de maior penetração: mesmo em 2025, mais de 93% dos brasileiros conectados assistem à TV, com um tempo médio de consumo semanal superior a 17 horas.
E o rádio, um dos veículos off com maior capilaridade local, não fica atrás: segundo a Kantar IBOPE Media, 79% da população brasileira ouve rádio regularmente, com quase 4 horas de escuta por dia em média, reforçando a presença desse meio em rotinas de deslocamento e atividades diárias.
“Essa presença massiva mostra que offline não está ‘desaparecendo’, ele continua sendo parte da vida das pessoas. O consumidor pode até passar mais tempo online, mas ainda frequenta ruas, ouve rádio no carro e liga a TV em muitos momentos do dia”, reforça Andressa Demétrio.
ROI: o offline surpreende quando há estratégia
Outro mito recorrente é que mídia offline “não dá retorno”. Dados recentes mostram que formatos como Out of Home (OOH) apresentam um dos melhores retornos sobre investimento entre os canais de mídia, especialmente quando integrados a campanhas online.
Em muitos casos, a exposição offline impulsiona buscas no Google, acessos diretos ao site e até conversões no digital, um efeito que não aparece isoladamente nos relatórios, mas que impacta diretamente os resultados.
“Muitas campanhas digitais performam melhor porque existe uma base offline sustentando a marca. O erro é analisar os canais de forma isolada, quando o consumidor não vive assim”, explica Andressa.
Uma pesquisa recente realizada pela Keen Decision Systems em parceria com a plataforma Accretive mostrou que o Retorno Marginal sobre o Investimento (mROI) da mídia OOH foi de US$ 7,58 para cada US$ 1 investido. Isso supera a média de todos os tipos de mídia, que foi de US$ 5,52, e também fica acima de veículos como impressos (US$ 7,18), rádio (US$ 6,61) e TV linear (US$ 6,53) — indicando que novas verbas destinadas à OOH tendem a gerar mais vendas incrementais do que esses canais.
Outro estudo global da Analytic Partners mostra que marcas que alocam mais do orçamento para OOH conseguem até 17% de ROI mais forte. Além disso, quando OOH é usado junto com TV e digital, esse mix pode gerar até 27% mais retorno comparado a usar TV sozinho, reforçando que o impacto do offline não está isolado, mas potencializa outros canais quando integrado estrategicamente.
Uma pesquisa com mais de 600 profissionais de marketing nos EUA constatou que 96% dos que usam OOH alcançaram seus objetivos de ROI, e a maioria deles planeja aumentar seus investimentos em OOH nos próximos 12 meses. Além disso, essas campanhas geraram, em média, aumento de receita mensal superior a 50% entre esses anunciantes.
Para Andressa, esses dados deixam claro que o retorno da mídia offline, especialmente quando a estratégia é pensada como parte de um mix, não é apenas real, mas competitiva, muitas vezes mais eficiente do que parte dos canais tradicionais e digitais isolados.
Branding não é gasto, é construção
Se o digital costuma ser mais associado à conversão imediata, o offline tem um papel fundamental no branding. Ele constrói memória, familiaridade e reconhecimento ao longo do tempo, elementos essenciais para marcas que querem crescer de forma consistente.
Um outdoor bem posicionado, um spot de rádio frequente ou uma ação impressa bem pensada criam pontos de contato recorrentes, algo que fortalece a marca mesmo quando o consumidor não está pronto para comprar.
“A mídia offline prepara o terreno. Ela aquece, posiciona e faz a marca existir na rotina das pessoas. Quando a decisão vem, a escolha já está meio feita”, pontua Andressa.
Offline e online não competem, se complementam
As estratégias mais eficientes hoje não escolhem um lado. Elas integram. QR Codes, URLs personalizadas, cupons, ações físicas conectadas ao digital e campanhas cruzadas mostram que o offline evoluiu, e muito.
A mídia off deixou de ser um canal isolado para se tornar parte de um ecossistema de comunicação mais completo. “O futuro não é 100% digital nem 100% offline. É 100% estratégico. E isso passa por entender o papel de cada meio dentro da jornada do consumidor”, destaca Andressa.
A mídia offline não está ultrapassada. O que está ultrapassado é pensar nela sem estratégia. Quando bem planejada, integrada ao digital e alinhada aos objetivos da marca, ela entrega resultados reais, muitos deles subestimados.
Na Dona Jurema, acreditamos que boas campanhas nascem do equilíbrio entre dados, criatividade e visão de longo prazo. E, nesse cenário, a mídia off segue sendo uma aliada poderosa para marcas que querem ser vistas, lembradas e escolhidas.
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